terça-feira, 20 de outubro de 2015

Eu vi você me olhando hoje... E isso está enchendo meus olhos de lágrimas que eu não vou deixar cair...
Eu vi também quando chegou bem perto de mim, percebi em todas as vezes que me encostou de leve, do mesmo jeito da primeira vez. A gente finge que não percebe, que nenhum dos dois está se dando conta de que estamos encostados, mas meu coração disparava a cada vez que eu sentia sua mão bem leve.
Eu percebi a tentativa de você precisar de alguém para ir pro aeroporto com você no carro e me chamar. Todo mundo ali poderia ir, e você me chamou na maior formalidade: "você pode buscar o pessoal comigo no aeroporto?".
Pra que duas pessoas buscando alguém? "Posso sim, sem problemas."
Até alguém ser sensato e falar que não havia a menor necessidade, e eu fingir que achei bom, pois tinha minha agenda pra fazer.
Eu tenho tentado. Tentado muito, com todas as minhas armas que eu nunca achei que tivesse.
Ficar longe de você é um alívio, e eu tenho feito isso de forma muito eficaz. Mensagens não respondidas, "bom dias" não dados, não peço ajuda, não preciso mais de você.
Mas continuo custando a dormir, acordando todas as noites... É muito trabalhoso me obrigar a não pensar em você.
Era muito mais fácil dormir pensando em nós dois juntos, com os seus beijos em cada pedacinho meu, eu dormia rápido, cheia de lembranças maravilhosas e dormir era fácil.
Acordar era bem difícil. Acordar e encarar a realidade de que você nunca será meu.
Tenho me esforçado muito, está sendo difícil... Ver seu nome em uma mensagem torna as coisas praticamente impossíveis. Responder de modo frio, sem dizer que estou com saudades e que você estava lindo na apresentação hoje, é um trabalho árduo. Eu escrevo e envio sem ter tempo de mudar de idéia.
É difícil gostar com a responsabilidade da obrigação de esquecer o mais rápido possível.
É difícil ter esse controle, depois das coisas que me falou e de tudo o que passamos... Todas as noites... Das loucuras, aos beijos sem fim e frases com a palavra mais doce que você me diz: "minha".
Eu sou sua... Só que você não pode saber, porque ser sua faz eu me perder de mim....

Alguns minutos depois...

Você tava muito gostosa hoje.
Você me esnoba.
Você me largou.
Não me chama mais pra cerveja.
Se tivesse medo, eu iria praí.

Eu consegui responder tudo de modo frio, desconversando...
Mas por dois segundos eu me distraí e respondi que não, não tinha largado.
18 de junho

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