Foi naquele dia que te conheci, pouco falante, ria quieto enquanto todos nós conversávamos. Foi naquela noite, que você não parava de falar.
Gostei quando você chegou, de blusa azul de manga comprida, estava lindo de vermelho.
Eu gostei de nós dois juntos, é bom quando você me beija tão tímido, com aqueles beijos sem vergonha nenhuma.
E você me chama pra sair, ir em um bar português em Copa, eu aceito e te encontro na Urca pra mais um chopp de fim de tarde.
Me faz bem você ser tão sério, conversando sobre como já fez tantos partos e como gosta da medicina. Um advogado, quem diria, com todo esse ar de fazer piada de tudo.
Alto, me abraça muito grande. O seu olhar é da altura do meu.
Gostei de dormir na sua casa em Ipanema, bem no centro de Copacabana.
Seu apartamento de dois quartos é uma graça, mas é enorme pra você, que mora sozinho no seu quarto e sala.
Pele morena, quando pega sol fica vermelho.
Me pede pra ligar quando chegar em casa e eu, prontamente, mando mensagem como pediu.
Fala pelos cotovelos, conversa e implica comigo. Com seus olhos grandes não fala nada, sorri com os olhinhos tão pequenos, apertados.
Diz que é enrolado, com uma amizade colorida, não tem ninguém, nenhum caso.
Eu acho que eu gosto de você, que já vi há muito tempo atrás, mais de ano, mês passado.
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