Coitado... Olha pra um lado e vê aquele carinha com um casaco vinho fumando um cigarro, fica desconsertado. É ele, o homem da minha vida.
Lá longe tem um outro que faz brincadeiras e leva um casaco pra você não sentir frio. Pronto.
Um pouco mais a frente, tem o amigo, que não consegue ficar sem pegar em você e te rouba um beijo no escuro do taxi. É ele, sempre soube.
Pra atrás, ficou aquele da eterna mochila amarela, que tanto te cortejou, e resolveu largar de mão. Que decepção, hein coração...
Aí reaparece um pseudo-juiz, um antigo caso e dois novinhos em folha.
Dois. Que não mereceram nem um texto separados, de tão juntos que são.
Um médico, sério e engraçado ao mesmo tempo, de um lado, e um advogado nada sério, companhia necessária nas minhas noites de bebedeira.
Pobre coração que não sabe fazer escolhas, que cata o primeiro que aparece e jura que dessa vez vai, que agora é de verdade. E não entende nada, não consegue olhar nem um pouquinho pra frente, não enxerga de longe. Nem desconfia que é pura carência, vontade e falta de vergonha.
Acorda, coração, não é assim que a banda toca.
Quando ele chegar, não vai ser com você agoniado. Vai ser com calma. De repente já chegou e você nem dá tempo de ele respirar. Nem percebe, porque está muito preocupado em viver tudo com tanta intensidade, que esquece que o amor não tem pressa
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