Acabei de lembrar do dia que eu peguei a minha carteira de motorista.
Nós já estávamos terminados. Ninguém nunca tinha dirigido seu Golf novo.
Você foi da Barra até a minha casa no Leblon só pra eu dirigir.
Eu passei a marcha sem o pé na embreagem e achei que você me mataria (o que faria em outros tempos).
Você riu.
E depois você me deixou em casa e colocamos no som a música que o Chiclete fez pra gente.
E eu chorei descontroladamente, dentro do carro, enquanto nos abraçávamos.
Não lembro o que você me dizia, porque devia ser lindo. E na época, eu me anulei em relação a tudo o que era lindo e vinha de você.
Mais uma lembrança que juntei com as fotografias e coloquei numa caixa vazia... O que restou do amor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário