terça-feira, 23 de setembro de 2014

Toda essa loucura....

Até que ponto eu chego com essa loucura?
Eu queria entender o porquê de eu sentir esse turbilhão de coisas por uma pessoa que eu não conheço, que eu tive a oportunidade de passar só algumas horas de uma noite qualquer.
Qualquer pessoa que tivesse o mínimo de bom senso, teria apenas conhecido um carinha e trocado telefone sabendo que ele não ligaria de novo.
Mas por que eu tive que olhar para aqueles cachos castanhos e aquela pele branquinha e sentir vontade de chorar?
Por que eu tenho que acreditar em cada palavra dele, e pior, encher ele de palavras que naquele momento significavam o mundo pra mim?
Eu não acreditei muito que ele ligaria, na verdade, eu achei que ele me achou uma completa maluca. Quem, em sã consciência falaria tudo o que eu falei? E quem seria o maluco de concordar com tudo? Ele.
Maluco, tão maluco, que disse que também estava sentindo aquilo. Tão maluco que, sentindo aquilo, não me ligou.
E tudo tão louco, mas tão louco que eu achei que nunca mais o veria.
Tão louco que, seis dias depois, eu vi aqueles olhos me olhando. Os mesmos olhos que me davam vontade de chorar.
E nos reencontramos, nos beijamos, nos abraçamos e eu jurei que não ia mais pagar de maluca pra ele. Mas ele me desmoronou com tudo o que me disse. E eu esperei de novo ele me ligar no dia seguinte.
Quem sentiria tudo aquilo que ele disse que sentiu e conseguiria dizer que ia ligar e desaparecer?
Ele. Aqueles cachos castanhos e aquela pele branquinha, que me dá vontade de chorar.

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