quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A Barca

A Barca passou. Passou e trouxe uma pá de gente que não dá nem pra contar.
A Barca passou deixando pra trás namoros e casamentos. Namoros e casamentos longos, que duraram  dos vinte e pouco aos quase trinta.
Não tinha lugar pra recordações, lágrimas, angústias, nada disso. Era muito pesado.
Embarcou a esperança de dias novos, a excitação do que havia lá na frente e a maturidade.
A Barca foi uma boa de uma filha da puta comigo porque fez questão de parar no meu passado e deixar bem claro: Subam todos! E quem não couber, pega a Barca das 17h, que tá vindo aí atrás.
Veio o Daniel, que foi o último a embarcar e o primeiro a descer, trouxe uma paixão meio louca que foi embora na mesma intensidade que veio. Eu tava meio confusa, tinha chegado na barca das 15h.
Veio o Pedro, que conseguiu subir na Barca das 17h, e preguiçoso, foi o último a descer. Trouxe tudo o que eu precisava. Tudinho. Admiração, cavalheirismo, bom emprego, charme e uma mala de histórias nossas, que tinha até a minha calça jeans de boca larga e a minha blusa branca de capuz.
Veio o Tiago, com a loucura de St. Tropez. Ele desembarcou errado, todo desligado como sempre, veio baixar aqui no Rio de Janeiro. Mas só por dois dias. Consegui colocá-lo na barca do dia seguinte, que ia parar em Salvador.
Veio o Gabriel, que trouxe toda a graça e as conversas nas entrelinhas, que eu entendo perfeitamente. Quando falamos como o flamengo tá indo mal, ele quer me dizer que ainda está com vontade de me ver.
A Barca trouxe pessoas novas também! Trouxe o homem da minha vida, que separou há duas semanas, a minha melhor amiga, que foi a capitã da barca das 18h e chegou fazendo um alvoroço só,  o pseudo-juíz que terminou início do ano. Trouxe o da pós, o do carnaval, o amigo dos amigos e até um ator.
Bendita seja essa Barca, que tá me fazendo ter dias de sol, mesmo quando tudo parece estar nublado!
Pra mim, nunca tá.

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