sábado, 18 de junho de 2011

Ele.

Eu tinha saído do trabalho e fui encontrar com minha amiga, precisava de algum álcool no meu corpo e lá se foram duas grandes taças de Cabernet Sauvignon. Ela foi trabalhar e eu estava sem meu carro vermelho, o que cá entre nós, me aliviava um pouco. Fui pro ponto de ônibus e é impressionante, eu não resisto a um isopor. E lá veio pra mim, meu bom e velho latão. Comprei e fui pro lugar que eu sei que meu ônibus pararia. Não queria encontrar ninguém. Era eu e meus momentos de sempre. Adorava uma baixaria, um ponto de ônibus, com música alta, cerveja de latão e muito lixo no chão. Aquilo era minha cara.
De repente alguém me puxa pelos braços. Ele.
A última pessoa que eu poderia encontrar, o único que invade meus sonhos e faz o favor de revirar uma parte dos meus sentimentos que nem eu mesma sabia que existia.
A gente riu e eu disse que não esperava encontrar ninguém. Eu sabia que ele havia adorado me encontrar, principalmente naquela situação. Mulheres comuns não têm vontade de cervejinhas no ponto de ônibus e eu tenho. Ele me admira e gosta de mim do jeito que eu sou.
Ele disse que me amava.
Eu acho graça.

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