quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Oi amiga.

Ontem fez um ano que você se mandou. Bem no dia do seu aniversário.
Não dá pra entender nada. Aí essa noite, você inventa de me aparecer, eu já disse que morro de medo. Se quiser falar comigo, é de dia. Já disse isso, mas as vezes você cisma em não me ouvir.
Aí me pegou pelos braços, sentada numa mesa de restaurante e disse uma coisa primeiro que eu não me lembro bem. Se eu tivesse sonhando mesmo, eu lembraria, mas eu tava ainda acordada, mas acho que você me dizia:"eu tô aqui, eu tô aqui, me ouve." E eu não tinha reação alguma. E depois, isso eu me lembro bem, você me disse: " Eu não me joguei! Eu não me joguei!" Eu sei que você não se jogou, e também tenho certeza que ele não te empurraria, não importa a droga que tivesse naquela cabeça de merda, mas que eu também gostava. Incrível como a gente gosta de pessoas que a gente nem sonha que possam nos levar pra longe, pra puta que pariu, pra onde quer que se vai, quando se vai tão longe assim.
Sei que eu tô um pouco grosseira, nem sei se essa é a palavra certa, mas sei que não estou dócil como sou, mas é porque, amiga, é foda, é difícil pra caralho, e eu não aceito, não aceito mesmo, e ai de quem falar perto de mim todas aquelas baboseiras de que você tá num lugar melhor, blá blá blá.
Quem sabe sou eu.
A gente sempre soube, o jeito uma da outra, as vontades, tudo. A gente se falava no olhar e então eu sei, e você ainda inventa de me aparecer em sonho pra me deixar ainda mais agoniada. Quando eu disse que queria sinais, não eram sinais de que as coisas não estavam lá esse paraíso, mas sinais de que tava tudo ok, tudo indo, tudo numa boa. Mas não, você nunca sabe, só eu. E então, em sonho, eu sempre tô te segurando, disfarçando, não deixando você sair do meu lado. Porque eu sei que você não volta mais, eu sei que você não vai simplesmente ir ao banheiro, como daquela vez que estávamos com uma garrafa de Red no play de algum prédio, e você ainda encrenca comingo, dizendo:"Amiga, eu só vou ao banheiro." Eu não deixo e você não entende nada. Aí eu acordo, naquela agonia, e choro.
Não dá pra entender. Você não tá entendendo nada, né? Você deve tá vagando por aqui. Ontem veio parar aqui na Bahia, em plena Abrantes, como você achou? Aí tem gps?
Eu amo você. Acho que você entendeu que eu não quero mais ficar com pensamentos escuros a repeito de onde você tá agora. Deve ter sido por isso que você não apareceu essa noite. Mas eu rezei pra você vir, não foi? Eu sei, você deve tá confusa, eu não sei o que quero, não é? A verdade é que eu quero que você esteja naquele tal de paraíso, mas cercada de cerveja, tequila e homens maravilhosos. E amigos, muitos amigos pra não te deixar carente de mim. Pare de fechar a cara pras pessoas que querem se aproximar de você, não sou eu, eu sei, mas são amigos também.
Amiga, aceite, vai. Acabou. Vá pra lá, não é mais aqui que você tem que ficar.
Você agora é anjo, além de princesa.
Você é uma princesa anjo, vai iluminar lá em cima.
É segredo, mas ainda não existe uma princesa anjo, você é a primeira!
Vai lá, eles tão te esperando!!!!
Eu continuo aqui em baixo, onde é uma eterna guerra. E continuo te amando além da terra, céu e mar.
E quando você tiver chegado lá em cima, volta em sonho pra gente poder quebrar tudo e se divertir horrores durante uma noite todinha, sem ter que pegar taxi pra voltar pra casa.
Amo-te.

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