Finalmente!!!!
Já me sinto até um pouco aliviada. Vou dizer quem eu realmente sou.
Mas tem que ser anônimo. Caso contrário, todos iriam me desmascarar na minha cotidiana farsa, e eu estaria fudida.
Algumas pessoas já me viram de verdade. Privilégio para poucos, em momentos raros. Mas viram.
E aí foi uma merda. Alguns passaram a não falar mais comigo, mas logo depois eu tratei de colocar minhas artimanhas em prática e aí, facilmente, eles acreditam em mim de novo. Eu rio por dentro.
Uma vez fui sincera, de verdade, com um carinha aí que eu dizia que estava apaixonadíssima, enquanto eu namorava outro. Sim, eu traio, mas quando eu gosto mesmo, se é que esse dia já existiu, até eu acredito em mim e depois fico me perguntando como pude me fazer de tão sincera comigo mesma se eu nunquinha tinha sido mesmo fiel. Mas teve uma vez que eu fui sincera, mas depois eu descobri que eram só as minhas artimanhas que enganam a mim mesma.
Eu me engano fácil.
Eu escrevi um e-mail pra ele dizendo quem eu era, disse que não era pra ele se apaixonar, que eu ia o machucar, que eu fingia que gostava e até eu acreditava em mim, mas que depois eu via que era tudo mentira, e por aí vai. Sério, eu escrevi tudinho, num momento raríssimo de sinceridade. Mas eu sabia, sinceridade porra nenhuma. Tá vendo como o tempo todo eu tento me enganar? Era só um email justamente pra ele dizer que eu não era nada daquilo. E funcionou tão bem.
Eu sou extraordinária. E isso ninguém pode negar.
Eu engano muito bem.
Acho que nunca sofri por amor. Quer dizer, eu já sofri sim, mas tudo, tudinho por pura opção.
Eu adoro me arrasar. E isso eu também faço muito bem.
Eu poderia fazer uma lista dos porquês eu sou uma farsa, mas eu não tenho paciência.
Aliás, minha paciência de escrever acabou.
Eu, de verdade, não tenho muita paciência pra nada.
AMEI!
ResponderExcluirBem-vinda você de verdade ao mundo digital de mentira!
Escreve mais...