domingo, 20 de novembro de 2011

Gostaria de...

Te mandar ir tomar no cu.
Isso mesmo, vá tomar no cu.
Eu hein, ficar sem me responder só pq não fui te ver, depois de todo o circo armado?
Ah, vai tomar no cu.
Mas me responde aí vai, numa boa. São tão sensacionais os e-mails que eu mando pra você.  Bêbada, mas bêêêêbada, que nem gambá.
Mas vc nem percebe. Não é phd em me conhecer bêbada que nem meu ex dos States. Do Brasil, eu ligava amargurada, embriagada aos prantos, um trapo de gente. Ele cagava literalmente e dizia: Come on, you are drunk... E não dava a mínima, aí eu brincava de sofrer e no dia seguinte, lá tava eu, sem moral ne-nhu-ma.
Eu passei uma época alcoólatra. Alcoólatra de dentro de casa. Tinha uma garrafa prateada de uma vodka da Dinamarca, que me dava uma depressão terrível pq me lebrava daquele filho da puta, que eu trouxe de Ny. E eu tomava goles e  mais goles, pra me embriagar e esquecer que eu vinha pra porra da Bahia a pulso.
A melhor época da minha vida era quando eu fazia merda atrás de merda.
Foi mesmo, todas as vezes que cheguei em casa trêbada depois de ter aprontado todas valeram ouro. Eu trocava qualquer dia que fiquei na sarjeta por um dia tranquilo com meu marido na praia. Qualquer um, até aquele que cortei o dedão do pé, até o que caí do telhado, ou o que rompi os ligamentos do pé.
Qualquer dia, qualquer um. Pensar que essa época não volta mais me enlouquece. Eu me dou conta que preciso de tratamento médico quando assumo que não quero uma vida correta, quero uma vida rock'n roll..
Seu eu não casar, problema. Ontem mesmo confessei que me vejo viajando pelo mundo, e sem um homem do lado. Sério, tipo solteirona. Ao mesmo tempo disse que iria arranjar alguém pra me dar um filho. Sei lá, um otário qualquer para quem vou jurar amor eterno.
Quanta contradição com as coisas que eu digo. Ora eu quero alguém que me entenda, ora eu quero que todos os homens do mundo vão pra puta que pariu.
Vai tomar no cu.

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