A.,
Sinto informar, mas acho que, de alguma maneira, você estragou a minha vida.
Vamos esquecer tudo o que passamos, todo aquele amor louco que me fazia a mulher mais feliz do mundo, se sobrevivesse a toda essa vontade de viver, se tivéssemos conseguido fazer tudo juntos, se acreditássemos que podíamos vencer todos os obstáculos que aparecessem.
A culpa foi minha. E sua. Eu sei, éramos crianças, primeiro amor, não é assim que falam?
Mas foi lindo, bonito mesmo, sem maldade. Te odiei e te odeio por ter me ensinado a amar puramente, infantil e imaturamente, por amar acima de tudo e esquecer que existe maldade, traição, coisas feias nesse tal de amor.
Você me ensinou o amor da forma nua e crua, como ele veio e esqueceu de me mostrar que não existia isso, que esse amor que você inventou é pura fantasia.
Sei que você não teve culpa, mas é o maior culpado de tudo o que eu tô passando.
eu não acredito mais, sabe o que é isso? Duvido que você acredite. Você me falou há pouco tempo, quando eu te liguei bêbada e chorando, que nunca mais amaremos de novo daquela forma, porque não havia maldade. E por que existe agora?
Eu quero aquele amor, daquele jeito.
Odeio você.
Nunca mais consegui acreditar no verdadeiro, imatura e sonhado amor.
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