Mais uma vez não sei pq eu estou escrevendo (antes eu falava: não sei pq peguei um papel e uma caneta - ô mundo moderno), mas vou falar de uma coisa que me incomoda: eu finjo que acho que gosto mais dele do que ele de mim. Eu finjo, pq eu quero me irritar, me colocar pra baixo, etc. É uma satisfação anônima quando eu me deixo irritadíssima. Uma coisa de louco, pra falar a verdade. Tudo o que me incomoda, eu forço. Não tô conseguindo me explicar direito, é tipo assim: quando tem uma pelinha no meu dedo que tá doendo, eu sei que se eu deixar ela lá, esquecida, ela não atrapalha em nada, mas eu vou e puxo ela, pra doer mesmo. Dá pra entender? Tipo, eu odeio fazer trabalho da faculdade, mas eu vou lá, todos os dias e abro a página pra fazer um trabalho que eu sei que não vou fazer, e quando eu já tô bem irritada, eu fecho. É tipo chegar no trabalho e abrir o e-mail, sabendo que eu vou ter que responder, mas que não vai dar naquela hora e que eu vou ficar agoniada por não responder, aí eu leio, não respondo, pq não dá tempo, e vou começar meu trabalho estressada. É sensacional o que eu faço comigo. Agora falando dele, é assim, ele nunca mencionou me deixar, eu falo o tempo todo, é a gente brigar pra eu mandar ele pro caralho e dizer que queria voltar pra casa, ele não, quando eu pergunto, ele diz que ele nunca pensou em me deixar, que quem fala isso sou eu. Eu o agarro, ele acha que eu sou bruta (ah, porra, sou mesmo), eu vou o beijar de manhã, ele faz cara feia e diz: porcaria! Eu digo que o amo o tempo todo, ele não. Mas ele diz que preferia que eu nunca dissesse que o amava e tb nunca dissesse que queria ir embora. Ele diz que só absorve as coisas ruins que eu falo e que às vezes, elas vão por cima das coisas boas, e estas não fazem mais sentido pra ele. Eu sou uma fudida em relacionamento, na moral. Outro dia eu dei a louca, comecei a chorar que nem uma descompensada me perguntando pq caralho eu tinha carro, casa, emprego bom, e bolsa cara e não tava descalça na putaquepariu com uma mochila nas costas fazendo trabalho voluntário. Eu me perguntava desesperada pq eu não me conformava com a vida que todo mundo queria. Aí me disseram que eu não era normal, mas que era normal eu ser assim, dá pra entender? Eu não fazia parte do senso comum, mas era ok, se eu queria cair no mundo, eu que fosse. Tá esperando o que? Tô esperando criarem um programa que fosse instalado no ser humano que o fizesse deletar certas coisas da sua cabeça. Aí eu mandaria meu marido, meu carro, meu apto e meu emprego pro espaço e cairia de pára-quedas no meio de um desertão assim, sabe, com a areia vermelha. É só isso que eu tô esperando, dá licença??? Então pronto, eu fico pensando nisso, e ó a auto irritação aí de novo. Eu sou insuportável comigo mesma. Eu digo que acho que eu gosto mais dele do que ele de mim, mas porra nenhuma, acho nada. Eu gosto de encher a porra do meu saco, por isso que eu fico bêbada. Bêbada eu sou a paz em pessoa comigo mesmo, e aí eu brinco horrores, debocho de mim quando me desequilibro fazendo xixi e sento o vaso todo sujo ( na maioria das vezes de propósito), ligo pra várias pessoas e morro de rir depois, e fico tentando apagar a msg e acabo escrevendo outras sem nexo nenhum, é uma onda só, eu sou um barato comigo mesma, parceirona, mas é acordar no dia seguinte, pra eu encher minha cara de tapa e demaquilantes e me enfrentar mais uma vez me perguntando pq caralho bebi tanto, se eu sou tão idiota a ponto de esquecer que disse que nunca mais ia beber, e por aí vai...
Preciso de uma terapia pra aprender a lidar comigo.
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