quinta-feira, 1 de março de 2012

Não! Você não!

Você não, Vini!
Você eu amo!!!!

FUCK DIG

VAI SE FUDER!!!!!! Entendeu bem? Entendeu direitinho?
Vai se fuder!!!!!!
Eu odeio você! Eu odeio tudo o que me lembra você, eu odeio qualquer merda relacionada a você!
Vai se fuder, quantas vezes mesmo eu preciso dizer isso?
Eu odeio você, eu ODEIO você.

Dinamarquezinho de merda.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Três carnavais.

Chegou de drama, viu?
Acabou a festa, o fingimento, acabou a ceninha, valeu?
Passado todo esse seu ataquezinho de araque, você vai me ouvir.
Passaram três carnavais, Vinicius, três! Já deu, né?
No primeiro, você me ligou trezentas vezes e eu não fui. N-ã-o f-u-i e acabou. Não fui, ué.
Você, por acaso, foi todas as vezes que eu chamei?
Tá bom, eu nunca te chamei, quer dizer, não que eu tenha percebido, mas eu quis. Custava você entender  que eu queria? Precisava desenhar?
Então, meu bem, meu amor, meu lindo amor de carnaval, eu queria ouvir você. Pode ser por carta, telefone, e-mail, notícia de jornal, mas eu queria. De qualquer maneira, sabe, reviver pelo menos em palavras aquele dia que foi tão inesquecível, tão... sei lá, tão iogurte na geladeira, tão dinheiro pra voltar de taxi, tão me liga quando chegar.
Tão tudo. Tão telefone tocando quando eu acordei, tão noite em claro apaixonados, tão Carnaval em Salvador... Tão a gente.
A gente... sentados na calçada com o dia claro, tomando cerveja, eu tirando míseros cinco reais pra pagar a nossa e você bem chateado por eu ter pensando em pagar aquelas cervejas.... Uma implicância só.... Eu dizia que ia te jogar no bloco dos gays se você me irritasse mais um tantinho e você perguntando se meus pelos do braço eram mesmo loirinhos daquele jeito... Você me chamou de gordinha!!! E disse que eu era linda mais de mil vezes.
Mas uma das coisas mais lindas que já disseram foi aquilo. Alguém disse que sua namorada era mais bonita e você disse: Mas eu gosto dela.
Um dia. Tanta importância. Será que eu sonhei?
Então, querido, vamos conversar?
Vamos nos entender?
Me deixa mentir mais uma vez, jurar amor eterno e virar as costas no dia seguinte, como em todas as vezes?
Me deixa, colabore com minha fantasia de te ter de novo.
Por favor?

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

I had fun.

Meu psicológico é o maior barato, super esperto e econômico! Sabendo ele que não é a coisa mais fácil pegar um avião e encontrar meus amores que deixei perdidos pelo mundo, ele resolve tudinho inconscientemente. Mais uma vez é o mundo moderno batendo em minha porta.
Depois do Morten, veio o Shato! Sim, foi em sonho que eu dei outro ponto final na nossa relação, que no final das contas não ficou tão abalada. Eu paguei na mesma moeda e me senti um pouco assim... vingada. Mas a história de Ny ficou um pouco mal resolvida... Eu tava nervosa quando liguei pra ele dizendo que estava lá e ele me mandou ligar de novo (estava num jogo de futebol americano), que deixaria cair na caixa postal pra eu gravar uma mensagem com o telefone do alberque, que ele me ligaria. Pois bem, não liguei, saí correndo e fui pro mais longe possível do orelhão e fiquei olhando pra ele, como se fosse o maior dos monstros venenosos que queria me pegar. Done.
E essa noite eu sonhei com o Shatinho e o Jon, meu queridíssimo amigo foférrimo que eu adoro! Estávamos juntos, ele estava mais novo, foi o máximo! Fomos no Souplantatios ( restaurante que trabalhamos juntos), e lá eu reencontrei algumas pessoas, até o Izzy! Ele estava magro e loiro, o oposto das fotos atuais! Algumas pessoas não estavam, mas eu mandei lembranças! E estávamos esperando Jon sair, para ir na casa de um amigo dele pra encher a cara. Eu dizia pra ele: I feel like drink with you and be all drunk until 5am! E Jon vibrava! Shato me abraçava e eu achava um saco, pegajoso e sei lá... e nada a ver com a gente de antes!
Uhuu! Me resolvi com mais um na minha vida!
Pelas minhas contas, deixa eu ver...
Faltam 587.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Papel da vida real

Aff, mais uma vez que eu pego o papel e a caneta pra escrever sem saber sequer o motivo da vontade. Acho que nem vontade tem.
Sei lá, outro dia eu tava na cama, entregue e me lembrei de alguém que me comeu um dia só e se tornou eterno. Pensei: Puta merda, queria poder contratar os serviços tipo uma vez por mês, pra me dar aquela surra, dizer que me ama e não consegue mais viver sem mim e meter o pé.
Sério, ouvir um otário te dizer que largaria a vida por você é o que há! Você dá aquele sorrisinho maroto, cheia de sacanagem e dengo e pronto, tá lá, um idiota te olhando com cara de bobo.
Já tive vários deles, para cada um criei um personagem diferente.
Teve aquele safado, que fudeu com minha vida, pq saiu falando pros outros que me pegou, quis tirar uma onda errada, se fudeu e me fudeu junto. Mas ele era delicioso! Com ele eu encarnei o personagem da sacana, parceira e maconheira. Delícia mesmo, a gente fumava, bebia umas Heinekens, ficava louco e ouvia Caetano dentro do carro.
Pra outro eu era a fofa, um doce em forma de menina. Esse eu interpreto muito bem até as primeiras cervejas, na moral, eu já tenho cara de fofa, me visto as vezes de menina, aí é tiro e queda. Arranjo um abestalhado que me chama de princesinha, dizendo que sou toda meiguina e toma-lhe na fuça depois. Um deles eu deixei num cantinho e fui ao banheiro, me peguei com outro e fui pega no flagra. Terminei bêbada, de joelhos pedindo desculpas. Me apaixono fácil.
Outro papel, que me confunde com a vida real é o de louca. Prometo mundos e fundos, e tenho certeza absoluta que vou cumprir. Esse é o pior de todos, pq até eu acredito em mim.
Aí eu não sei se essa sou eu mesmo. Queria acreditar que não, porquê aí me torno réu confessa.
Sei lá que porra é essa que eu tenho de querer brincar de viver, pra se ter uma idéia, eu não acredito até agora que tenho 28 anos. Isso me atormenta, me deixa furiosa, enlouquecida e acho a maior das injustiças!!!
Eu acho o cúmulo, o fim da picada eu ter responsabilidades. Meu Deus! Como me deixaram ter um carro?
É muita loucura isso que a vida tá fazendo comigo.
Pensar que 28 é quase 30, é depressão na certa. É eu pensar nisso, que ativa um botão automático de curtir a vida e toda aquela lista de merdas que eu amo fazer caem, como se fosse uma daquelas cartas de antigamente enormes, que quando são abertas, rolam pelo chão e formam um tapete.
Aquilo é pouco para tudo o que eu tenho vontade de fazer.
É de enlouquecer. Sério. Do que eu preciso? Psicólogo, psiquiatra, é o que isso? Síndrome do Peter Pan?
Alguém mais é assim, Meu Deus?
Vou surtar até os 30, com certeza. E nesse dia, vou colocar uma roupa toda branca e sair pela rua, andando sem rumo, até a eternidade, nunca mais volto, vão dizer que me viram em vários lugares, vagando, vagando...
Será que alguém me ajuda, antes de eu chegar a esse ponto?
Na moral?

sábado, 28 de janeiro de 2012

Falaê Bruninho!

Opa! Beleza?
Então, foi bacana ter te conhecido no samba. Você com sua mecha de cabelo branca. Achei um pouco feio, meio barrigudinho também, mas é incrível como as pessoas mudam quando abrem a boca.
Você foi sensacional, do início ao fim. Gostei de te conhecer, adorei na verdade. A medida que eu ia botando cerveja pra dentro, eu me encantava mais com você. Mas isso eu só percebi beeeem depois.
Bem depois mesmo, quando recebi aquela mensagem.
Você não me deu a mínima bola, nem eu, na verdade, só percebi que dei, uns vinte dias depois.
Ou você me deu?
Quando disse que me colocaria pra ser comissária quando eu quisesse, e pediu meu telefone quando viesse pra cá, era um mole? Também nem me importei, você sabia que eu era casada. Mas botou uma pilha errada que só pra eu voltar, não foi?
Quando entrei no carro com meu amigo, disse pra ele: "Achei o homem da minha vida. Tenho certeza."
Ele ficou impressionado. Depois quando a cachaça passou e ele me lembrou disso, eu disse que tava de sacanagem. Ok, passou. Agora eu sei controlar meus pensamentos e tá tudo certo.
Até aquela mensagem, né? " Tô com o Bruninho na praia e estamos falando sobre você."
Valeu, hein. Brigadão mesmo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Um ponto final.

Quando eu te vi pelo vidro da loja, nem o reconheci direito. Primeiro eu olhei pros outros rapazes, nenhum com a sua carinha, depois eu reconheci seu rosto, mas não te reconheci. Estava mais gordinho, bem mais, com uma barba mal feita e usando aparelho. Mas era você. Não dava pra negar quando olhei praqueles olhos. Fiquei olhando pelo vidro, você com a camisa polo branca e calça jeans. Eu estava muito nervosa, muito mesmo. Estávamos no Brasil, e você trabalhava numa loja no terraço de um Shopping. Uma amiga te viu e eu fui até lá pra ver se era verdade.
Esperei o seu horário de almoço. Quando saiu, eu perguntei em português se seu nome era Morten. Você logo fechou a cara, um pouco sem paciência. Eu comecei a chorar, te segurei pelos braços e pedi uma explicação de porquê você não me respondeu todos esses anos. Você não queria dizer.
- Me diz, por favor, o que foi que eu te fiz?
Me passaram várias coisas pela cabeça, a primeira foi você ter visto uma foto minha com o menino que eu namorei nos Estados Unidos alguns meses depois de você ter ido embora. Mas era impossível. Você estava sem paciência, e me tratando como se eu fosse uma chata. Isso estava me matando, eu sabia que estava sendo chata, mas precisava de uma resposta depois de tanto tempo.
- Me deixa sair -  e revirava os olhos.
Eu insiti e até que você falou. Disse que não gostava do meu jeito, que eu debochava das pessoas, que eu ria da garçonete de um restaurante dos Eua e que me viu rindo da menina da loja ao lado.
Eu li nos olhos dele que aquela era um mentira tremenda. E eu disse:
- Você está mentindo!!! Você não quer me falar a verdade!
Você inventou qualquer desculpa pra não dizer que era porquê havia ficado completamente louco por mim e não queria sofrer.
Disse que já havia me visto há muito tempo do lado de fora da loja.
Acalmamos, fomos fumar um cigarro no terraço do prédio. Eu perguntei como estavam seus pais e sua irmã , você disse que estavam bem, me contou que estudava português há 13 anos, mas que morava no Brasil há 6, por isso que falava sem sotaque.
Eu sentei no degrau debaixo e você no de cima, estava um pouco empoeirado e eu apoiei minha mão no seu joelho e ficamos calados fumando e curtindo o momento. Você nem fumava, era um bebê, que até brigava comigo quando eu mandava um "fuck!". E estava lá, bem rebelde.
Depois, voltamos pra dentro do shopping, e você estava mais alegre. Me abraçava forte, e a gente brincava. Você falou: Dá até vontade de te dar um beijo, e encostou a boca na minha rindo, me abraçando e me empurrando pra trás. E eu fechei a boca, rindo bastante também e disse: Não quero, não quero!
E assim, eu acordei.
Está tudo resolvido agora, não está? Finalmente nos reencontramos. Conversamos e vimos que crescemos, estamos bem diferentes, não existe nada nem parecido com amor, paixão ou qualquer coisa. Ficou um carinho dos momentos que passamos juntos, nada mais normal.
Agora, eu, tranquilamente, te apaguei das minhas palavras e pensamentos.
Um ponto final, depois de sete anos.