terça-feira, 20 de outubro de 2015

Depois de lhe escrever, em silêncio, gritando pra você me deixar, estou indo te encontrar...
Como será que vai ser nossa noite?
Você vai me beijar daquele jeito?
Posso escolher como vai ser?!
Eu quero mão na perna e cerveja,
Beijo com batata frita,
Riso frouxo,
Olhos arregalados quando falo alguma coisa esquisita,
Seguido de uma gargalhada idiota,
Beijo de surpresa,
Olhar safado,
Conta paga,
Cama,
Sexo, sem drogas, com rock n roll!
Ataque soviético,
Pernas prendendo as minhas, achando que não estou percebendo que nos próximos segundos, vou gargalhar de cosquinhas, querendo matar você,
Quero perder o ar,
Dizer que não quero nunca, nunca!, nunca mais que você faça aquilo,
Quero olhar de desdém,
E mais cócegas no próximo minuto,
Quero você preocupado de acharem que você está me batendo com meus gritos,
Me bata.
Quero meus roxos de sempre,
E sua voz bem baixinha me informando, perguntando? Nada!, me informando que sou sua,
"Toda sua, fala!"
Falo.
Quero suas mãos nos meus cabelos, que acordam tão embolados que acho q não vão desembolar nunca.
Quero dormir como meus cabelos acordam.
Quero você serio, quase que triste, me beijando bem devagar e se assustando, calado, com seu coração batendo forte e achando que eu não sinto.
Achando que eu não sei...
Eu também já me estrepei.
Brabo, né?
3 de julho

Desaparece

Por favor, não some apenas por dois dias. Some de vez!
Desapareça... Por favor.
Cada dia que você não me manda mensagem, é uma oportunidade q eu tenho de me afastar.
Então faz você, continua você... Pra você parece bem mais fácil. Some você.
Eu te peço sempre, você acha que eu to doida, diz que não vai, me manda calar a boca, achando graça.
O que eu preciso fazer mais, além de não falar, não chegar perto, não querer saber de você?!
Por favor... Você tem todos os motivos pra se afastar de mim, você deveria querer! Pra você é mais fácil. Eu não tenho motivo pra me afastar. Você tem! Então vai embora...
Vai embora da minha vida, me deixa em paz, me deixa procurar ter paz pelo menos.
Eu não quero mais. Custa me deixar em paz???
2 de julho
Não sei o que eu to sentindo.
Só sei dizer que é algo que eu sinto com muita responsabilidade e controle. E que esses dois aí desaparecem quando estamos juntos.
Principalmente quando você me confunde com seus parceiros de luta e resolve me apoiar golpes, me prendendo na cama e me enchendo de cosquinhas, fazendo eu me contorcer, gritar e quem ouvir achar quero estou sendo atacada por um louco.
Eles só não sabem que eu, de fato, estou.
25 de junho
Quando eu disse que tinha percebido, era um pouco também de querer que tudo fosse verdade.
Mas eu não imaginava...
Não imaginava q naquele mesmo dia você mandaria mensagem dizendo que eu tinha me afastado.
Minha vontade era gritar que, finalmente, você tinha percebido que eu era louca por você e todas as vezes q eu fingia não te ver, eu estava implorando pra você vir falar comigo.
E não é que adiantou? Dizem que as pessoas são assim né, quanto mais pensam que não significam nada, mais querem significar.
Mas não... Eu não imaginava que você me falaria que eu tinha te largado e não queria mais saber de você.
"Para de besteira...", eu continuava querendo que você me falasse tudo o que eu adoro ouvir.
Mas não... Eu não imaginava que no dia seguinte você me chamaria pra sair. Mas eu imaginava direitinho que se você me chamasse, iria nascer um jardim dentro de mim, em meio à toda chuva que me inundava.
Não... Eu não imaginava que você continuaria a dizer que eu tinha te dado uma "esnobada legal".
Não imaginava que a gente iria discutir e eu iria chorar pela primeira vez, pedindo pra, pelo amor de Deus, você não me procurar, não dizer que estava com saudades e me deixar em paz.
E que, nessa hora, você iria arregalar os olhos, me pedir desculpas repetidas vezes em uma frase, me abraçar tão forte e beijar cada lágrima que caía dizendo "não..." pra cada uma delas.
É... Eu não podia imaginar que nós dois juntos conseguiríamos ser tão nojentos a ponto de nos beijar cheios de batata frita na boca, morrendo de ir de tanta porcaria.
E nem que você passaria mais da metade da noite armando estratégias pra prender as minhas pernas e mãos com seu corpo para me encher de cosquinha. Eu tb não imaginaria que isso te faria rir de perder o ar, de se divertir que nem criança, e de querer ouvir meus gritos e gargalhadas enquanto sofria o seu ataque soviético, como você mesmo falou.
Eu não... Eu não imaginava que você conseguia me beijar mais do que das outras vezes, e me beijar tanto, tanto, só porque eu disse que gostava do jeito q você beijava meu rosto...
E também não podia imaginar que você tinha o poder de esticar o tempo... Seja quando pediu a conta e, quando chegou, disse que não queria mais ir embora, seja quando me parou no corredor e me beijou, fazendo o tempo parar sem se importar com ninguém a nossa volta, ou dentro do elevador, quando a porta fechou e subimos e descemos sem tocar nenhum andar, até chegarmos em algum, que nos deixou lá quietos. Eram sete da manhã, e os beijos continuavam lá, como quem estava longe há muito tempo.  Ou então, seja quando, no taxi, você me puxou pra perto, com a mão no meu cabelo enquanto beijava minha testa.
Eu não imaginava. Não imaginava chegar em casa e receber um "saudades já".
Agora eu imagino. Em cada canto do meu dia, eu consigo imaginar.
22 de junho
Eu vi você me olhando hoje... E isso está enchendo meus olhos de lágrimas que eu não vou deixar cair...
Eu vi também quando chegou bem perto de mim, percebi em todas as vezes que me encostou de leve, do mesmo jeito da primeira vez. A gente finge que não percebe, que nenhum dos dois está se dando conta de que estamos encostados, mas meu coração disparava a cada vez que eu sentia sua mão bem leve.
Eu percebi a tentativa de você precisar de alguém para ir pro aeroporto com você no carro e me chamar. Todo mundo ali poderia ir, e você me chamou na maior formalidade: "você pode buscar o pessoal comigo no aeroporto?".
Pra que duas pessoas buscando alguém? "Posso sim, sem problemas."
Até alguém ser sensato e falar que não havia a menor necessidade, e eu fingir que achei bom, pois tinha minha agenda pra fazer.
Eu tenho tentado. Tentado muito, com todas as minhas armas que eu nunca achei que tivesse.
Ficar longe de você é um alívio, e eu tenho feito isso de forma muito eficaz. Mensagens não respondidas, "bom dias" não dados, não peço ajuda, não preciso mais de você.
Mas continuo custando a dormir, acordando todas as noites... É muito trabalhoso me obrigar a não pensar em você.
Era muito mais fácil dormir pensando em nós dois juntos, com os seus beijos em cada pedacinho meu, eu dormia rápido, cheia de lembranças maravilhosas e dormir era fácil.
Acordar era bem difícil. Acordar e encarar a realidade de que você nunca será meu.
Tenho me esforçado muito, está sendo difícil... Ver seu nome em uma mensagem torna as coisas praticamente impossíveis. Responder de modo frio, sem dizer que estou com saudades e que você estava lindo na apresentação hoje, é um trabalho árduo. Eu escrevo e envio sem ter tempo de mudar de idéia.
É difícil gostar com a responsabilidade da obrigação de esquecer o mais rápido possível.
É difícil ter esse controle, depois das coisas que me falou e de tudo o que passamos... Todas as noites... Das loucuras, aos beijos sem fim e frases com a palavra mais doce que você me diz: "minha".
Eu sou sua... Só que você não pode saber, porque ser sua faz eu me perder de mim....

Alguns minutos depois...

Você tava muito gostosa hoje.
Você me esnoba.
Você me largou.
Não me chama mais pra cerveja.
Se tivesse medo, eu iria praí.

Eu consegui responder tudo de modo frio, desconversando...
Mas por dois segundos eu me distraí e respondi que não, não tinha largado.
18 de junho
Eu queria começar escrevendo o quanto está sendo maravilhoso os momentos em que você me enche de tantos beijos, que às vezes me falta o ar. Não me falta o ar porque você me enche o peito de carinho apenas, mas porque junto a isso, você me abraça tão forte, que eu já não sei nem mais quem sou.
Eu poderia dizer quantas vezes em um dia eu fecho os olhos e tento voltar no momento em que estávamos no carro, e você me informava, sem perguntar, "você é minha", enquanto beijava meus olhos fechados, "minha...", minha testa, "minha...", meu ombro, falando tão baixinho, até não sair mais som. Meus olhos molhados, tinham vontade de te perguntar "por que só hoje?", mas meu coração tava tão cheio, que eu tava sufocada, e mal conseguia ter forças para manter minha mão no seu rosto.
Eu queria entender como nossos entrelaços chegaram ao ponto de conseguirmos nos tocar em cada pedaço do corpo um do outro, seja quando me beija com a mão nos meus pés, ou dorme mergulhado no meu peito, enquanto te cubro com minhas pernas. Ou quando me abraça por trás e consegue alcançar cada canto de mim, enquanto meus pés procuram os seus.
Quando foi que nos perdemos?
Em que momento passamos a nos chamar de amor, enquanto você passava a mão pelo meu cabelo? Quando foi que trocamos noites de bebedeira, sexo, celulares perdidos, roupas molhadas, ressacas e ciladas, por noites sem cerveja, com abraços de mãos no rosto, massagens, cafunés, beijos sem fim, pés se esquentando, e sono?
Eu tento, todos os dias, entender onde fui me meter, por que eu faço isso comigo... Eu tento entender por que as coisas sempre são complicadas pra mim, e por que eu sempre quero quem eu não posso ter.
Mas quando estou tentando te esquecer, você me manda uma mensagem me lembrando que estar em contato com você tira meus pés do chão, e então eu me esqueço o que estava fazendo.
Não sei há quanto tempo eu não sinto algo parecido com o que eu sinto quando você me beija. Pra te ser bem sincera, eu esqueço um pouco do que eu senti pelos outros, mas acho que lembraria se fosse algo parecido com o que você desperta em mim.
Eu não tenho forças pra enfrentar tudo o que está por vir, então se eu pudesse fazer um pedido, eu gostaria de nunca ter perdido o ar.
31 de maio

Cala a boca

Essa saia está muito curta.
Fala que você é minha.
Você é de quem?
Quando vamos viajar juntos?
Toda vez que estou com você eu falo que é a ultima vez. - Cala boca.
Eu sou seu.
Você é minha... minha... minha...
30 de maio