terça-feira, 20 de outubro de 2015

Eu queria começar escrevendo o quanto está sendo maravilhoso os momentos em que você me enche de tantos beijos, que às vezes me falta o ar. Não me falta o ar porque você me enche o peito de carinho apenas, mas porque junto a isso, você me abraça tão forte, que eu já não sei nem mais quem sou.
Eu poderia dizer quantas vezes em um dia eu fecho os olhos e tento voltar no momento em que estávamos no carro, e você me informava, sem perguntar, "você é minha", enquanto beijava meus olhos fechados, "minha...", minha testa, "minha...", meu ombro, falando tão baixinho, até não sair mais som. Meus olhos molhados, tinham vontade de te perguntar "por que só hoje?", mas meu coração tava tão cheio, que eu tava sufocada, e mal conseguia ter forças para manter minha mão no seu rosto.
Eu queria entender como nossos entrelaços chegaram ao ponto de conseguirmos nos tocar em cada pedaço do corpo um do outro, seja quando me beija com a mão nos meus pés, ou dorme mergulhado no meu peito, enquanto te cubro com minhas pernas. Ou quando me abraça por trás e consegue alcançar cada canto de mim, enquanto meus pés procuram os seus.
Quando foi que nos perdemos?
Em que momento passamos a nos chamar de amor, enquanto você passava a mão pelo meu cabelo? Quando foi que trocamos noites de bebedeira, sexo, celulares perdidos, roupas molhadas, ressacas e ciladas, por noites sem cerveja, com abraços de mãos no rosto, massagens, cafunés, beijos sem fim, pés se esquentando, e sono?
Eu tento, todos os dias, entender onde fui me meter, por que eu faço isso comigo... Eu tento entender por que as coisas sempre são complicadas pra mim, e por que eu sempre quero quem eu não posso ter.
Mas quando estou tentando te esquecer, você me manda uma mensagem me lembrando que estar em contato com você tira meus pés do chão, e então eu me esqueço o que estava fazendo.
Não sei há quanto tempo eu não sinto algo parecido com o que eu sinto quando você me beija. Pra te ser bem sincera, eu esqueço um pouco do que eu senti pelos outros, mas acho que lembraria se fosse algo parecido com o que você desperta em mim.
Eu não tenho forças pra enfrentar tudo o que está por vir, então se eu pudesse fazer um pedido, eu gostaria de nunca ter perdido o ar.
31 de maio

Cala a boca

Essa saia está muito curta.
Fala que você é minha.
Você é de quem?
Quando vamos viajar juntos?
Toda vez que estou com você eu falo que é a ultima vez. - Cala boca.
Eu sou seu.
Você é minha... minha... minha...
30 de maio

Oi.

Queria falar com você...
É que eu acho que não sou muito boa em me explicar, em dizer o que eu sinto de verdade.
Por isso que aconteceu aquilo. Foi por falta de proteção.
Foi por isso que você sentiu também.
Eu já disse, não consigo explicar.
Mas como? Você consegue entender o porque aquilo
 aconteceu?
Lembra que eram só umas noites de loucura, só pra matar a vontade?
Então por que aquilo?
Por que quando a manhã chegou, a gente não colocou a roupa e foi embora como das outras vezes? Por que fizemos aquilo?
Por que?
Por que você colocou a mão no meu cabelo e me beijou daquele jeito?
Um jeito calmo, devagar, seu corpo me pesando e suas duas mãos no meu rosto, enquanto eu te abraçava de leve. Até não conseguir mais, e você não parava de me encher o peito, você me beijava e parava pra beijar todo o meu rosto, enquanto eu já não conseguia mais controlar nada e te abraçava muito forte, pensando que eu não queria que aquilo acabasse, seja lá o que tivesse acontecendo com a gente ali.
E nossos olhos fechados, nossas mãos em lugares bem diferentes do que nossas noites de loucura exigiam, as suas no meu rosto e as minhas te abraçando.
Quanto tempo aquilo durou? Nenhuma palavra, seu rosto no meu, me deixando com as marcas vermelhas da sua barba, foram tantos beijos secos nos meus olhos, testa, boca, bochecha... Tudo tão fora do nosso contexto. E depois, tão fora do contexto quanto, deitamos e com as bocas encostadas, dormimos, tão abraçados, tão entrelaçados... Dormimos pra depois acordar, e você, com o seu peso em mim, segurar o meu rosto e me olhar, pra perguntar bem baixinho se eu era sua. Sou. Você é? Fala de quem você é? Sua, sou sua.
Eu estava muito confusa. Uma confusão tão grande e uma vontade de pedir pra pelo amor de Deus, você me deixar em paz. Meus olhos estão molhados desde quando comecei a não entender mais nada.
Confusa que estava, colocamos as roupas e fomos embora.
Mas antes, no caminho pra porta, você me parou, e de novo me beijou daquele jeito. Sem mãos pelo meu corpo procurando satisfazer seus desejos, com as mãos me abraçando forte e calmo, com os olhos fechados, devagar.
E esse momento? Durou quanto tempo? Você me tirou a noção.
Nada fazia sentido ali. Fazia sentido quando a gente se encontrava e matava nossos desejos mais obscenos, e falava coisas que nunca poderiam ser repetidas fora dali.
Mas aquilo? Aquele jeito que você fez? O jeito de passar a mão no meu cabelo e, de olhos fechados, passar seu rosto no meu?
Nada fazendo sentido, achei que tinha sobrevivido dessa vez.
Quando cheguei em casa, vi que não. Com a sua mensagem dizendo que não queria ter ido embora e que já estava com saudades, eu vi que não deu certo dessa vez.
A gente confundiu tudo. A gente preferiu ficar abraçados, juntos, deitados, sorrindo, entre milhares de beijos e sei lá.... Do que se pode chamar aquilo que estava entre a gente? Carinho? Não!! Essa palavra não pode ser dita quando se trata da gente!
Eu sei, eu sei. Mais uma vez eu estou o que? Apaixonada?
E vai ser também daquele jeito que eu me desapaixono em 3 segundos e me pergunto onde eu estava com a cabeça quando eu pensei que estava envolvida.
E toda vez eu invento alguma coisa diferente.
Com você, eu estou inventando isso que aconteceu. Isso que eu senti e que não deixa meus olhos em paz, cismam em se encher de lágrimas toda vez que eu lembram dos beijos que receberam...
28 de maio

De saia segunda

Custei um tanto pra escrever sobre você.
Na verdade, achei q vc ia escorrer e secar, sumir, evaporar, se escafeder dos meus pensamentos.
Mas você, insistente que só, cismou em grudar e não sair por nada no mundo.
Aliás, essa sua teimosia faz qualquer bom senso sumir do mapa.

Não me procura mais.
Não senta do meu lado na reunião. Não me pede nada.
Não toca em mim.
Não me manda mensagem.
Não me lembra do que eu tenho que fazer, porque eu sei!

Não vou me afastar de você.

Não diz mais que quer me ver.
Não diz que não sabe o que sente.
Não diz que está complicado pra você.
Não diz que não entende porque isso está acontecendo.
Não diz que não sabe explicar.

Eu não escolhi sentir isso, eu não controlo.

Não me pede pra dizer que eu sou toda sua.
Não manda eu me comportar.
Não me deixa marca.
Não me pede pra prometer que vou ser sua.
Não diz que pensa em mim todas os dias.

Se eu pudesse, deixava um R marcado em você. Pra todo mundo ver que você é minha.

Não me pede pra viajarmos a trabalho.
Não diz que vai me beijar na sala de trás.
Não diz que vai me jogar no chão.
Não diz que sente vontade de me agarrar o tempo todo.

Vai de saia segunda?

Fui.

De saia segunda

Custei um tanto pra escrever sobre você.
Na verdade, achei q vc ia escorrer e secar, sumir, evaporar, se escafeder dos meus pensamentos.
Mas você, insistente que só, cismou em grudar e não sair por nada no mundo.
Aliás, essa sua teimosia faz qualquer bom senso sumir do mapa.

Não me procura mais.
Não senta do meu lado na reunião. Não me pede nada.
Não toca em mim.
Não me manda mensagem.
Não me lembra do que eu tenho que fazer, porque eu sei!

Não vou me afastar de você.

Não diz mais que quer me ver.
Não diz que não sabe o que sente.
Não diz que está complicado pra você.
Não diz que não entende porque isso está acontecendo.
Não diz que não sabe explicar.

Eu não escolhi sentir isso, eu não controlo.

Não me pede pra dizer que eu sou toda sua.
Não manda eu me comportar.
Não me deixa marca.
Não me pede pra prometer que vou ser sua.
Não diz que pensa em mim todas os dias.

Se eu pudesse, deixava um R marcado em você. Pra todo mundo ver que você é minha.

Não me pede pra viajarmos a trabalho.
Não diz que vai me beijar na sala de trás.
Não diz que vai me jogar no chão.
Não diz que sente vontade de me agarrar o tempo todo.

Vai de saia segunda?

Fui.
26 de maio

Quem você pensa que é?

Quem é você e por onde você andou?
Você é mais um, né? Mais um daqueles que eu acredito que eu estou envolvida e logo depois passa?
Quem é você que me toca desse jeito?
Que eu não tenho vontade de contar pros outros?
Não faz mais isso, por favor?
Não desperta isso em mim, não desperta...
Não faz eu me envolver desse jeito, não dá, você entende?
Eu não sou forte, eu não vou conseguir sair.
19 de abril

Sem juízo.

Me tira do sério.
Me tira o sono, o juízo, a concentração.
Me enche.
Me enche a cabeça, o corpo, o saco.
Me enche de desejo, de cansaço e de tesão.
Me enche de inteligência, que transborda em cima de mim, de preocupação comigo, com os meus deveres. Toma conta de mim, de tudo. Me tem como propriedade.
Me manda: 'Diz q é minha. Diz que é minha.' Com todo aquele jeito de segurar meus braços e fazer eu me entregar por inteiro.
Toda, cada pedaço. Tudo seu.
Faz o que quiser.
17 de abril