terça-feira, 20 de outubro de 2015

De saia segunda

Custei um tanto pra escrever sobre você.
Na verdade, achei q vc ia escorrer e secar, sumir, evaporar, se escafeder dos meus pensamentos.
Mas você, insistente que só, cismou em grudar e não sair por nada no mundo.
Aliás, essa sua teimosia faz qualquer bom senso sumir do mapa.

Não me procura mais.
Não senta do meu lado na reunião. Não me pede nada.
Não toca em mim.
Não me manda mensagem.
Não me lembra do que eu tenho que fazer, porque eu sei!

Não vou me afastar de você.

Não diz mais que quer me ver.
Não diz que não sabe o que sente.
Não diz que está complicado pra você.
Não diz que não entende porque isso está acontecendo.
Não diz que não sabe explicar.

Eu não escolhi sentir isso, eu não controlo.

Não me pede pra dizer que eu sou toda sua.
Não manda eu me comportar.
Não me deixa marca.
Não me pede pra prometer que vou ser sua.
Não diz que pensa em mim todas os dias.

Se eu pudesse, deixava um R marcado em você. Pra todo mundo ver que você é minha.

Não me pede pra viajarmos a trabalho.
Não diz que vai me beijar na sala de trás.
Não diz que vai me jogar no chão.
Não diz que sente vontade de me agarrar o tempo todo.

Vai de saia segunda?

Fui.

De saia segunda

Custei um tanto pra escrever sobre você.
Na verdade, achei q vc ia escorrer e secar, sumir, evaporar, se escafeder dos meus pensamentos.
Mas você, insistente que só, cismou em grudar e não sair por nada no mundo.
Aliás, essa sua teimosia faz qualquer bom senso sumir do mapa.

Não me procura mais.
Não senta do meu lado na reunião. Não me pede nada.
Não toca em mim.
Não me manda mensagem.
Não me lembra do que eu tenho que fazer, porque eu sei!

Não vou me afastar de você.

Não diz mais que quer me ver.
Não diz que não sabe o que sente.
Não diz que está complicado pra você.
Não diz que não entende porque isso está acontecendo.
Não diz que não sabe explicar.

Eu não escolhi sentir isso, eu não controlo.

Não me pede pra dizer que eu sou toda sua.
Não manda eu me comportar.
Não me deixa marca.
Não me pede pra prometer que vou ser sua.
Não diz que pensa em mim todas os dias.

Se eu pudesse, deixava um R marcado em você. Pra todo mundo ver que você é minha.

Não me pede pra viajarmos a trabalho.
Não diz que vai me beijar na sala de trás.
Não diz que vai me jogar no chão.
Não diz que sente vontade de me agarrar o tempo todo.

Vai de saia segunda?

Fui.
26 de maio

Quem você pensa que é?

Quem é você e por onde você andou?
Você é mais um, né? Mais um daqueles que eu acredito que eu estou envolvida e logo depois passa?
Quem é você que me toca desse jeito?
Que eu não tenho vontade de contar pros outros?
Não faz mais isso, por favor?
Não desperta isso em mim, não desperta...
Não faz eu me envolver desse jeito, não dá, você entende?
Eu não sou forte, eu não vou conseguir sair.
19 de abril

Sem juízo.

Me tira do sério.
Me tira o sono, o juízo, a concentração.
Me enche.
Me enche a cabeça, o corpo, o saco.
Me enche de desejo, de cansaço e de tesão.
Me enche de inteligência, que transborda em cima de mim, de preocupação comigo, com os meus deveres. Toma conta de mim, de tudo. Me tem como propriedade.
Me manda: 'Diz q é minha. Diz que é minha.' Com todo aquele jeito de segurar meus braços e fazer eu me entregar por inteiro.
Toda, cada pedaço. Tudo seu.
Faz o que quiser.
17 de abril

domingo, 31 de maio de 2015

Falta de ar.

Eu queria começar escrevendo o quanto está sendo maravilhoso os momentos em que você me enche de tantos beijos, que às vezes me falta o ar. Não me falta o ar porque você me enche o peito de carinho apenas, mas porque junto a isso, você me abraça tão forte, que eu já não sei nem mais quem sou.
Eu poderia dizer quantas vezes em um dia eu fecho os olhos e tento voltar no momento em que estávamos no carro, e você me informava, sem perguntar, "você é minha", enquanto beijava meus olhos fechados, "minha...", minha testa, "minha...", meu ombro, falando tão baixinho, até não sair mais som. Meus olhos molhados, tinham vontade de te perguntar "por que só hoje?", mas meu coração tava tão cheio, que eu tava sufocada, e mal conseguia ter forças para manter minha mão no seu rosto.
Eu queria entender como nossos entrelaços chegaram ao ponto de conseguirmos nos tocar em cada pedaço do corpo um do outro, seja quando me beija com a mão nos meus pés, ou dorme mergulhado no meu peito, enquanto te cubro com minhas pernas. Ou quando me abraça por trás e consegue alcançar cada canto de mim, enquanto meus pés procuram os seus.
Quando foi que nos perdemos?
Em que momento passamos a nos chamar de amor, enquanto você passava a mão pelo meu cabelo? Quando foi que trocamos noites de bebedeira, sexo, celulares perdidos, roupas molhadas, ressacas e ciladas, por noites sem cerveja, com abraços de mãos no rosto, massagens, cafunés, beijos sem fim, pés se esquentando, e sono?
Eu tento, todos os dias, entender onde fui me meter, por que eu faço isso comigo... Eu tento entender por que as coisas sempre são complicadas pra mim, e por que eu sempre quero quem eu não posso ter.
Mas quando estou tentando te esquecer, você me manda uma mensagem me lembrando que estar em contato com você tira meus pés do chão, e então eu me esqueço o que estava fazendo.
Não sei há quanto tempo eu não sinto algo parecido com o que eu sinto quando você me beija. Pra te ser bem sincera, eu esqueço um pouco do que eu senti pelos outros, mas acho que lembraria se fosse algo parecido com o que você desperta em mim.
Eu não tenho forças pra enfrentar tudo o que está por vir, então se eu pudesse fazer um pedido, eu gostaria de nunca ter perdido o ar.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Quando aconteceu, que eu nem percebi?

Já haviam me falado. E não foi uma ou duas vezes, foram algumas.
E eu morria de rir, óbvio que não.
Todos os sinais que iam aparecendo eram ofuscados por boas bebedeiras em que acordávamos abraçados.
Cada dia que acordávamos era um acontecimento diferente...
Um dia você estava fazendo a barba no espelho depois do banho e eu sentada de pernas cruzadas, com a sua blusa amassada...
Em outros você me fazia cosquinhas dizendo que não entendia o dialeto que eu falava quando acordava, ou não me deixava dormir me mordendo e me fazia acordar com tantos roxos na perna que parecia que eu havia ido ao FlaxFlu na época da arquibancada mista do Maracanã....
Ou então não me deixava acordar quando meu despertador tocava, ou me acordava no susto dizendo que eu não tinha te chamado quando seu despertador "pelada sagrada" tocava, mesmo quando eu já tinha tentado 18 vezes antes....

Você é tão diferente dos outros que até escrever sobre você é difícil...
Às vezes eu penso que não, sabe... Claro que não.
Mas ao mesmo tempo eu não entendo porque eu ainda não mandei mensagem bêbada, não cedi há muito tempo às suas mensagens tentando se aproximar, não respondi no mesmo clima melancólico que o seu... Eu teria falado um monte, um monte!, exagerado tudo e jurado nunca mais deixar você encostar em mim, teria falado todas aquelas frases decoradas que eu falo pra todos. Por que eu não estou conseguindo sentir aquela necessidade de estragar tudo??

Eu não posso! Há quanto tempo eu não me apaixono por alguém? Eu me apaixonei por alguém, de verdade, nesses últimos tempos?
Eu não entendo...

Eu lembro de ficar olhando pra sua mão quando estávamos deitados, acordando... Estávamos abraçados e você me deu a mão e ficou fazendo carinho. Eu fiquei olhando seus dedos se mexerem sobre a a minha mão bem sonolentos e eu senti meu coração meio esquisito.
Será que foi aí que me contaminei?
Ou foi quando você me disse que já era hora de deixar minha escova de dentes na sua casa?
Ou quando você foi me pegar em dez minutos, só pra gente ficar junto?
Será que foi quando não entramos no show e fugimos de todo mundo porque queríamos dançar?
Droga, será que foi no dia da praia? No dia que eu coloquei a sua bermuda e entrei no mar? No dia que você pediu pra eu ficar com seu celular? No dia que perguntaram se "sua namorada" ia e você respondeu que "sim, ela vem"? No dia que compramos duas pizzas enormes sem a menor noção porque estávamos bêbados? Bem na hora que colocamos "Claudinho e Bocheca" no quarto e ficamos dançando até cansar? Que nossos amigos gravaram vídeos e, no fundo, a gente aparece se beijando e rindo?
Não... Não pode ser.

Vou ver quais são os remédios pra essa tal dessa minha vontade de me comportar, de querer dormir e acordar com você.
Eu hein...

sábado, 8 de novembro de 2014

Na cama com preguiça

Psiu... Tá na hora de você começar a se arrumar pro casamento.
Sei que a essa hora você tá deitado, se espreguiçando, e dizendo: Preguiça da porra....
Eu podia apostar na mega sena que é exatamente isso o que você está fazendo agora.

E eu sei que você podia apostar que eu já estaria me arrumando. E estou.

Estou me arrumando, procurando em todos os cantos a coragem que me falta de te reencontrar depois de alguns anos.

Nosso último encontro foi bem traumático pra mim. Acho que casamentos são traumáticos pra nós dois.

Mas o casamento deles ultrapassa os limites....

Quantas vezes eu já não corri pro colo dela pra desabafar? Quantas vezes você já não foi jogar bola com ele?

Quantas vezes saímos nós quatro. Quantos ataques de riso?! Lembra quando paramos pra pedir informação na estrada e não conseguimos parar de rir? Ninguém se controlou e não conseguimos falar nada, simplesmente fechamos o vidro e fomos embora. Acho que fomos rindo daquele jeito até Minas. Foi o Victinho que começou, com aquela cara de quem prende o riso, desarmando qualquer seriedade.
E a viagem de Itaipava, que nós quatro fomos? Pousada linda, viagem perfeita e muita zueira por estarmos em quartos vizinhos. Ninguém podia fazer muito barulho, lembra?
 Tiveram as praias, as viagens pra Teresópolis, pros campeonatos de futebol, teve aquela comemoração de dez anos no sítio...
Jantares com eles, nós quatro, sempre juntos. Sempre grudados.

E agora somos quantos? Seis? Eles dois, você com ela e eu com ele.

Onde está o sentido de tudo isso? Pra que construir tanta coisa e hoje nos olharmos tão vazios?

Não estou conseguindo continuar a me arrumar. Já era pra estar quase pronta... Você sabe como eu sou, não é? Não gosto de me atrasar. Mas eu queria, queria me atrasar tanto a ponto de não ir.

Você sabe, também, como eu encaro as coisas, né? Então, dá licença, tenho que fazer o meu cabelo.

Até daqui a poucco, Dé.